quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ARTIGO: A sociedade quer o jornalista com o diploma


Imagem: Google

Em 1964, há 45 anos, no dia 1° de abril, um golpe militar depôs o presidente João Goulart que instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil. Naquela época, todos os setores, inclusive o Jornalismo, e liberdades democrática foram atingidas e sofreram por mais de duas décadas.
Em 2009, a sociedade brasileira esteve diante de um novo golpe, mais direcionado, desta vez, especificamente contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados a exercer o Jornalismo, com formação, técnica e ética. 

É importante esclarecer: defender que o Jornalismo seja exercido por jornalistas está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham uma formação de alto nível.

A obrigação de levar informação à sociedade já existe há quatro séculos. Ao longo deste tempo foi-se construindo a profissão de jornalista que, por ter tamanha responsabilidade, à medida que se desenvolveu adquiriu uma função social cada vez mais fundamental para a sociedade. E para dar conta do seu papel, nestes quatro séculos, o Jornalismo se transformou e precisou desenvolver habilidades técnicas e teóricas complexas e específicas, além de exigir, também sempre mais, um exercício baseado em preceitos éticos e que expresse a diversidade de opiniões e pensamentos da sociedade.

Por isso, a formação superior específica para o exercício do Jornalismo há muito é uma necessidade defendida não só pela categoria dos jornalistas. A própria sociedade, recentemente, já deixou bem claro que quer jornalista com diploma. Pesquisa do Instituto Sensus, realizada em setembro de 2009, em todo o país, mostrou que 74,3 % dos brasileiros são a favor da exigência do diploma de Jornalismo. E a população tem reafirmado diariamente esta sua posição, sempre que reclama por mais qualidade e democracia no Jornalismo.

A existência de uma Imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do Jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional responsável. A melhor forma, a mais democrática, de se preparar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em Jornalismo.

Somos mais de 60 mil jornalistas em todo o país. Milhares de profissionais que somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão, e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o Jornalismo praticado hoje no Brasil.

E não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos de interesses privados e motivações particulares. Para o bem do Jornalismo e da própria democracia.
Por: Jaine Alves

CHARGE: Diploma para jornalistas


Imagem: Google

A charge já diz por sim própria, o jornalista todo feliz porque o Senado Federal, aprovou a obrigatoriedade do diploma, além de resgatar a dignidade do jornalista. Possuir um diploma não significa apenas um papel registrado. Seu significado é bem maior. Resulta de um exercício que tem capacidade, qualidade, extra-conhecimento para a profissão. Temos que continuar com a esperança que tudo vai dar certo.
Por: Jaine Alves

ARTIGO: Afinal, o que é jornalismo?

Ética, compromisso, dedicação, paciência, organização, garra, bom texto, e talvez um pouco de malícia. Inúmeros profissionais formam-se todos os anos e, quantos deles podem agregar todos esses princípios, ou pelo menos parte deles, para conseguir transmitir o que pretendem com responsabilidade e verdade? Bom, talvez poucos!
Google Imagens

O perfil profissional do jornalista é transmitido no seu texto, é ele quem vai dizer se você está cumprindo com a obrigação de esclarecer para a sociedade o que ela deve saber. Isso mesmo! O que a sociedade precisa saber!
Será que postar num site de notícias assuntos como entretenimento, fofoca ou resumos das principais novelas, significa que está atendendo ao público que busca por notícias da sua cidade ou do Estado?
Pois bem, se sim ou não, é o que mais estamos vendo, principalmente nos sites da nossa capital. Com o objetivo de manter o leitor atento ás suas atualizações, os “profissionais nossos de cada dia” recheiam nossas mentes com o que posso chamar de “leitura pouco aproveitada”. E mais, acredito que não mude em nada na vida das pessoas se souberem que a Lady Gaga colocou um novo aplique no cabelo, ou se, o Fábio Júnior separou-se pela milésima vez!   
Mas, o que muda, E MUITO, a vida da sociedade em geral, se o preço do combustível vai subir ou baixar nos próximos seis meses. Se as escolas públicas vão entrar em greve, onde deixar seus filhos? A Copa vai trazer mais empregos para os cuiabanos? Com tantas melhorias, os impostos vão aumentar? De onde vem tanto dinheiro para construção dos estádios, de qual órgão? Por que os agrotóxicos fazem mal? E a situação da saúde? Quantos pediatras existem nos prontos-socorros? Enfim, estas e outras perguntas devem ser respondidas diariamente pelos nossos jornalistas. Mesmo que não entrem nos assuntos factuais, com certeza vai agregar muito valor ao cidadão que lê.
Aquele dia que ele(o jornalista) pensa: “Poxa, porque eu vim trabalhar hoje? Não tem nada demais acontecendo. Ninguém importante morreu!”. Hora, não tem o que dizer? Não diga bobagem, ou corra o risco de perder o foco da sua empresa e os leitores!
São inúmeros debates que podem servir de pauta naquele dia que TALVEZ nada aconteça.
Relembrar temas importantes, abordando outros ganchos. Ex. Em Cuiabá, como andam as obras para Copa de 2014? Após o surto da dengue, o número já diminuiu? Quais os bairros com a pior situação? O preço dos alimentos mais caros, e por que sobem tanto?
Enfim, ser jornalista é deixar o debate para que as pessoas saibam como fazer suas próprias escolhas. Questionar e também dar espaço para o outro lado. Cobrar das políticas públicas melhorias, e não desfocar o espaço tão merecido e gracioso que a mídia proporciona.


Por Amanda Campigotto

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

HUMOR: O futuro da profissão...

Fonte:Internet
 Com a queda do diploma, a capacidade técnica e a qualificação profissional deixam de fazer parte das exigências para a contratação de novos profissionais. Alguns atributos, antes necessários apenas em modelos, como os da mulher melancia, por exemplo, passam a ser fator preponderante para o exercício da profissão de jornalista. Esperamos que este não seja o nosso futuro...


Por Marco Cappelletti

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Artigo: Jornalismo científico é destaque em curso gratuito





imagem google
 
Não é sempre que encontramos um curso gratuito que seja simples e fácil de acessar. As vezes, mesmo com a propaganda de diversos cursos na área do jornalismo, as listas de espera acabam por torna se um elemento de exclusão.

Por isso, é bom conferir antes, curso on line de jornalismo científico,
Desenvolvido pela Federação Mundial dos Jornalistas Científicos 
                                       Rede de Ciência e Desenvolvimento.


A proposta desse curso, é composto por 8 lições on line, abrange temáticas bem variadas. Entre elas estão o planejamento e a estruturação do trabalho jornalístico, a avaliação de notícias científicas, a entrevista e a escrita do jornalismo científico, além de noções de como filmar a ciência.

Além da aula virtual, o curso disponibiliza questões e exercícios que permitem o aprofundamento das temáticas tratadas no material instrucional.

O curso está disponível em português, árabe, turco, inglês, chinês, francês e espanhol. Aproveite, visite o Site, se achar interessante, consulte os materiais produzidos para o curso.

por: Niuzete Moraes

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Revista: Um segmento ainda pouco explorado pelos jornalistas


Apesar de vermos inúmeras revistas lançando-se no mercado jornalístico a cada dia, o mercado é pouco explorado pelos jornalistas. As famosas revistas segmentadas ou técnicas, que não são comercializadas em banca de revistas, são pouco conhecidas pelos jornalistas.

Uma pesquisa feita pela Associação Nacional de Editores de Publicações (Anatec) mostra quem no Brasil, há pelo menos, duas mil publicações diferentes de vários segmentos, mas há falta de interesse por parte dos profissionais. Em Mato Grosso, o número de revistas que se lançam no mercado está crescendo cada vez mais, mas poucas são as que conseguem se manter por muito tempo.

Mas por que essa dificuldade de se manter no mercado e por que há tanto desinteresse por parte dos profissionais?   Especialistas em comunicação alegam que a maior dificuldade dos jornalistas em seguir essa tendência é por não conseguir se adaptar à escrita, que é bem diferente dos outros veículos. Além disso, a falta de planejamento na hora de abrir o próprío negócio é frequente, talvez porque esse nicho vem sendo gerenciada pela nova geração, o que pode justificar o despreparo. 

Apesar das dificuldades de mão de obra qualificada e consolidação do negócio, a revista tem se tornado atrativo pela nova geração de jornalistas, por ser um mecanismo mais tranqüilo para produção e, conseqüentemente, por proporcionar uma qualidade de vida melhor que a dos profissionais que trabalham nas redações e condições de vida favoráveis, no entanto, a falta de especialização nessa área tem impedido alguns profissionais de atuarem no segmento.

Depoimentos de jornalistas que atuam na área revelam que as revistas são as mais tranqüilas para quem quer passar mais tempo com a família, além de ter salários melhores. Executivos dão dicas para quem quer entrar nessa área do Jornalismo: mandar o currículo para os sites das entidades ou então procurar por associações de classe. Os profissionais apontam que um aspecto importante deve ser levado em consideração na hora da procura por trabalho nessa área: esforço e dedicação continua sendo quesito fundamental durante a escolha do candidato.



Por Elienai Corrêa

IV CBJA – Desconstruir para construir novas pautas é desafio no jornalismo


Por Adriane Bertoglio Rodrigues, para a EcoAgência de Notícias Ambientais e Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental

“Nas ações mais simples reside a sustentabilidade”. A afirmação é de Andrea de Lima, editora da Revista Quanta, da editora Segmento, que participou do painel “As novas pautas da sustentabilidade”, mediado pelo jornalista Roberto Villar, e que aconteceu durante o IV Congresso de Jornalismo Ambiental, que se encerra neste sábado (19), na PUC-RJ. Ao afirmar não acreditar em novas pautas, Andrea defendeu a desconstrução e construção das ideias e dos indicadores, na busca do que está por trás dos eventos e mesmo das situações mais corriqueiras. “Precisamos elaborar pautas balizadas em indicadores, tornando qualquer fenômeno palatável e digerível a todos. Este é o grande desafio”, salientou, ao destacar a existência de novas agendas, como a Rio+20, “ainda pouco em pauta, apesar dos temas que serão debatidos e de como repercutirão”.
Sônia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da BM&F Bovespa, analisa que “as pautas estão dadas, só não percebe quem não está conectado com temas como a própria sustentabilidade”. Para ela, todo jornalista deve estudar, pesquisar e se manter atualizado no acompanhamento e cobertura das tendências. Ela diz resumir a sustentabilidade como uma mudança de mundo, uma transformação. “Nessa mudança de mundo, o consumismo, que foi sinônimo de status, se transforma em compras coletivas e em consumo colaborativo”, afirma, ao defender que “hoje, passamos da vantagem competitiva para criarmos condições para competir.
“Os relatórios socioambientais de empresas e instituições apresentam interessantes temas de pautas”, destaca o superintendente de Comunicação Corporativa do Itaú Unibanco, Paulo Marinho. Para ele, não há novas pautas, “apesar de a sustentabilidade oferecer várias dimensões, como a econômica, a social e a ambiental”. Outra pauta citada por Marinho é a de crédito socioambiental, “uma baita responsabilidade dos bancos, na liberação de recursos, em função dos impactos socioambientais”. Ele criticou a falta de profundidade na cobertura de fatos, defendendo que a imprensa, “acima de tudo, tem o papel de educar”.
O moderador Roberto Villar, ao encerrar o painel, salientou que colocar na pauta as políticas públicas também é uma forma de os jornalistas abordarem o tema da sustentabilidade, ampliando, com coerência, a atuação entre as mídias, sejam tradicionais ou sociais. Ter foco e gostar de onde está e do que faz também foram citados pelos painelistas como vantagens na cobertura das pautas de sustentabilidade.

Publicado originalmente no site: http://cbja-rio2011.com.br/1653/desconstruir-para-construir-novas-pautas-e-desafio-no-jornalismo.html