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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CHARGE: Lei Áurea para Jornalistas

fonte: waltercharges.blogpost.com
Mais de oito horas de trabalhos diários, coberturas de pautas, reportagens, informes, textos, textos e mais textos. O pior de tudo é que no final do mês o salário. Oh! 

A charge retrata o esforço e dedicação do profissional de jornalismo em executa suas tarefas onde fica amarrado a um  piso financeiro mínimo.O que o jornalista ganha (piso) não chega há três salários mínimos. 

Por Élvio dos Anjos




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ARTIGO: Afinal, o que é jornalismo?

Ética, compromisso, dedicação, paciência, organização, garra, bom texto, e talvez um pouco de malícia. Inúmeros profissionais formam-se todos os anos e, quantos deles podem agregar todos esses princípios, ou pelo menos parte deles, para conseguir transmitir o que pretendem com responsabilidade e verdade? Bom, talvez poucos!
Google Imagens

O perfil profissional do jornalista é transmitido no seu texto, é ele quem vai dizer se você está cumprindo com a obrigação de esclarecer para a sociedade o que ela deve saber. Isso mesmo! O que a sociedade precisa saber!
Será que postar num site de notícias assuntos como entretenimento, fofoca ou resumos das principais novelas, significa que está atendendo ao público que busca por notícias da sua cidade ou do Estado?
Pois bem, se sim ou não, é o que mais estamos vendo, principalmente nos sites da nossa capital. Com o objetivo de manter o leitor atento ás suas atualizações, os “profissionais nossos de cada dia” recheiam nossas mentes com o que posso chamar de “leitura pouco aproveitada”. E mais, acredito que não mude em nada na vida das pessoas se souberem que a Lady Gaga colocou um novo aplique no cabelo, ou se, o Fábio Júnior separou-se pela milésima vez!   
Mas, o que muda, E MUITO, a vida da sociedade em geral, se o preço do combustível vai subir ou baixar nos próximos seis meses. Se as escolas públicas vão entrar em greve, onde deixar seus filhos? A Copa vai trazer mais empregos para os cuiabanos? Com tantas melhorias, os impostos vão aumentar? De onde vem tanto dinheiro para construção dos estádios, de qual órgão? Por que os agrotóxicos fazem mal? E a situação da saúde? Quantos pediatras existem nos prontos-socorros? Enfim, estas e outras perguntas devem ser respondidas diariamente pelos nossos jornalistas. Mesmo que não entrem nos assuntos factuais, com certeza vai agregar muito valor ao cidadão que lê.
Aquele dia que ele(o jornalista) pensa: “Poxa, porque eu vim trabalhar hoje? Não tem nada demais acontecendo. Ninguém importante morreu!”. Hora, não tem o que dizer? Não diga bobagem, ou corra o risco de perder o foco da sua empresa e os leitores!
São inúmeros debates que podem servir de pauta naquele dia que TALVEZ nada aconteça.
Relembrar temas importantes, abordando outros ganchos. Ex. Em Cuiabá, como andam as obras para Copa de 2014? Após o surto da dengue, o número já diminuiu? Quais os bairros com a pior situação? O preço dos alimentos mais caros, e por que sobem tanto?
Enfim, ser jornalista é deixar o debate para que as pessoas saibam como fazer suas próprias escolhas. Questionar e também dar espaço para o outro lado. Cobrar das políticas públicas melhorias, e não desfocar o espaço tão merecido e gracioso que a mídia proporciona.


Por Amanda Campigotto

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Artigo: Jornalismo científico é destaque em curso gratuito





imagem google
 
Não é sempre que encontramos um curso gratuito que seja simples e fácil de acessar. As vezes, mesmo com a propaganda de diversos cursos na área do jornalismo, as listas de espera acabam por torna se um elemento de exclusão.

Por isso, é bom conferir antes, curso on line de jornalismo científico,
Desenvolvido pela Federação Mundial dos Jornalistas Científicos 
                                       Rede de Ciência e Desenvolvimento.


A proposta desse curso, é composto por 8 lições on line, abrange temáticas bem variadas. Entre elas estão o planejamento e a estruturação do trabalho jornalístico, a avaliação de notícias científicas, a entrevista e a escrita do jornalismo científico, além de noções de como filmar a ciência.

Além da aula virtual, o curso disponibiliza questões e exercícios que permitem o aprofundamento das temáticas tratadas no material instrucional.

O curso está disponível em português, árabe, turco, inglês, chinês, francês e espanhol. Aproveite, visite o Site, se achar interessante, consulte os materiais produzidos para o curso.

por: Niuzete Moraes

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Revista: Um segmento ainda pouco explorado pelos jornalistas


Apesar de vermos inúmeras revistas lançando-se no mercado jornalístico a cada dia, o mercado é pouco explorado pelos jornalistas. As famosas revistas segmentadas ou técnicas, que não são comercializadas em banca de revistas, são pouco conhecidas pelos jornalistas.

Uma pesquisa feita pela Associação Nacional de Editores de Publicações (Anatec) mostra quem no Brasil, há pelo menos, duas mil publicações diferentes de vários segmentos, mas há falta de interesse por parte dos profissionais. Em Mato Grosso, o número de revistas que se lançam no mercado está crescendo cada vez mais, mas poucas são as que conseguem se manter por muito tempo.

Mas por que essa dificuldade de se manter no mercado e por que há tanto desinteresse por parte dos profissionais?   Especialistas em comunicação alegam que a maior dificuldade dos jornalistas em seguir essa tendência é por não conseguir se adaptar à escrita, que é bem diferente dos outros veículos. Além disso, a falta de planejamento na hora de abrir o próprío negócio é frequente, talvez porque esse nicho vem sendo gerenciada pela nova geração, o que pode justificar o despreparo. 

Apesar das dificuldades de mão de obra qualificada e consolidação do negócio, a revista tem se tornado atrativo pela nova geração de jornalistas, por ser um mecanismo mais tranqüilo para produção e, conseqüentemente, por proporcionar uma qualidade de vida melhor que a dos profissionais que trabalham nas redações e condições de vida favoráveis, no entanto, a falta de especialização nessa área tem impedido alguns profissionais de atuarem no segmento.

Depoimentos de jornalistas que atuam na área revelam que as revistas são as mais tranqüilas para quem quer passar mais tempo com a família, além de ter salários melhores. Executivos dão dicas para quem quer entrar nessa área do Jornalismo: mandar o currículo para os sites das entidades ou então procurar por associações de classe. Os profissionais apontam que um aspecto importante deve ser levado em consideração na hora da procura por trabalho nessa área: esforço e dedicação continua sendo quesito fundamental durante a escolha do candidato.



Por Elienai Corrêa

sábado, 19 de novembro de 2011

EDITORIAL: Assuntos abordados no Jornalismo

O mundo de hoje está ligado eletronicamente e isto proporciona ao  blog  Varal de Comunicação ser alimentado de informações que abrange vários tipos de assuntos, vagas de estágio, concursos públicos, anúncio de emprego para jornalistas e outros. O blog criado pelos acadêmicos do curso de jornalismo da Faculdade IVE, em Várzea Grande, tem como objetivo informar á todos com assuntos relevantes para sociedade referente ao jornalismo.

Algumas perguntas e respostas com a intenção de esclarecemos objetivo e como está estruturado o blog.
Quais assuntos?
Qualquer tipo de postagens será referente ao jornalismo.


Como navegar no blog?
 Para ver outras postagens clique em: "Postagem mais recente" ou "Postagem mais antiga", geralmente ficará no final da página que você estará lendo.

Como comentar? Se quiser comentar o assunto, clique em "COMENTÁRIOS" ou "Postar um comentário" depois da postagem.

Por: Jaine Alves

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jornalismo ambiental e seus desafios são pautados em encontro


                                                                                         Por Elienai Corrêa 
 
 
Sustentabilidade é um assunto que muito se tem ouvido falar nesses últimos dez anos, mas será que ele está sendo bem divulgado. Afinal, por que se preocupar tanto com isso e qual a importância para a sociedade!!! Essas e outras discussões ambientais serão pautas do IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que ocorre no período de 17 a 19 de novembro, no Rio de Janeiro.

O evento é voltado para profissionais de comunicação e deve reunir cerca de 1200 jornalistas de empresas que tem a sustentabilidade como foco, Ong’s, pesquisadores, estudantes e governo ligados a questões sociais, ambientais e de sustentabilidade.  A iniciativa é da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, a RBJA.

Durante o congresso os participantes terão a oportunidade de assistir a palestras, exposições, oficinas, mostras científicas relacionadas aos impactos das mudanças climáticas, o uso de rede social no jornalismo e outros assuntos. 

A novidade para este ano é que as inscrições para o IV CBJA serão gratuitas e podem ser feitas aqui. Outros eventos paralelos também ocorrerão durante o congresso e a programação pode ser conferida no site



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Jornais ainda atingem mais público que a internet, diz pesquisa


Google Imagens

Os jornais impressos no mundo alcançam mais pessoas do que a internet. Pode parecer absurdo diante das inúmeras tecnologias, que a sociedade tem ao alcance para manter-se informado. Mas é o que diz uma pesquisa da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA, na sigla em inglês). O estudo abrangeu 69 países que correspondem a 90% do mercado global de jornais em termos de receita de vendas e anúncios.

Mesmo tendo uma leve queda de 2% na circulação - caindo de 528 milhões em 2009 para 519 milhões em 2010 – o impresso é lido 2,3 bilhões de pessoas no mundo, um número 20% maior do que o 1,9 bilhão de pessoas que a internet alcança. Segundo a pesquisa, os jornais respondem por 8% do tempo de consumo de mídia, mas 20% de todas as receitas de publicidade. Já no número de publicações, houve aumento de 1,4%, ou 200 novos títulos, para 14.853. A taxa de crescimento é inferior à observada em anos anteriores, devido à consolidação de mercados e fechamento de jornais gratuitos. Ainda conforme a pesquisa, os jornais gratuitos, que tiveram grande êxito em anos anteriores, apresentaram queda na distribuição total, para 24 milhões de cópias, ante 34 milhões em 2008. 
 
Divergências – Mesmo apresentando um fato positivo para os donos de jornais impressos, há um ponto contraditório na preferência dos leitores. A pesquisa revela que o que foi perdido em impressões foi mais que compensado por leitores das versões digitais dos periódicos. A audiência digital representa, em média, um terço dos leitores dos impressos, compensando a perda de 2% das assinaturas.

Segundo a estudante de jornalismo da UFMT, Bárbara Taques, a tendência é de que este número de leitores digitais tende a crescer e pode tornar-se um risco para os jornais. “Não acredito na extinção total do jornalismo impresso, mas creio que com o tempo o número de leitores tradicionais só tende a diminuir. Isso fica evidente, por conta do número de pessoas que optam ler versão digital dos jornais”, explica. Para a jornalista, Ana Cristina, os jornais precisam passar por uma readequação para obter melhores resultados. “Os jornais estão atualmente em um ambiente desafiador, porque os leitores são mais promíscuos, têm mais escolhas, leem jornais com menos frequência. È preciso fazer mais para atraí-los, encontrar novas maneiras de angariar lealdade”, ressalta.


Por Amanda Aquino

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Humor: Comercial vale mais que a notícia



O jornalismo visa cada dia mais o comercial e acaba deixando a notícia apenas como pano de fundo.








Por Lucione nazareth

domingo, 16 de outubro de 2011

Hematomas de uma queda


Após a queda da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, muitos acreditam que vivência acadêmica faz a diferença no mercado de trabalho. 


Foto: Google Imagens
Frustrados. Foi desta forma que os alunos dos cursos de Jornalismo no Brasil - e profissionais graduados - receberam a notícia sobre a não-obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Votada em junho de 2009, a decisão do Supremo Tribunal Federal declarou que as funções jornalísticas, podem ser desempenhadas por pessoas que não possuem formação de nível superior. Mais de dois anos se passaram e os hematomas são visíveis. 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Téo Meneses , os estudantes e profissionais precisam compreender a importância do conhecimento adquirido na faculdade. “Ser jornalista é uma profissão como todas as outras e todos precisam ter a experiência de uma faculdade. Infelizmente a queda do diploma levou certo desinteresse por muitos estudantes, mas acredito que este quadro pode ser revertido em 2012", explica.

Experiência e qualificação são um dos requisitos primordiais na hora da contratação do profissional. Para Téo Menezes, é neste ponto que os alunos diplomados podem levar vantagem. "O mercado de trabalho precisa de pessoas qualificadas,  e a faculdade faz um diferencial no aprendizado para estes alunos", ressalta.
 
Efeito Colateral

No Instituto Várzeagrandense de Ensino - IVE, o reflexo da decisão foi perceptível. A instituição que oferece o curso de jornalismo há mais de 15 anos, apresentou uma desistência de alunos matriculados de quase 80%. A defasagem foi tanta que no inicio de 2011, a coordenação da faculdade teve que transferir uma turma para outra instituição- pelo pouco número de alunos - além de unir as duas turmas restantes para evitar um prejuízo ainda maior. "A queda do diploma deixou muitos alunos desmotivados. O resultado disso foi um grande número de alunos desistindo e a baixa procura de matrículas", explica Juracilma Xavier, diretora financeira do IVE.

Para o estudante de comunicação da Universidade de Cuiabá, Junior Martins, a queda do diploma não teve nenhuma influência no seu ponto de vista. "Não desisti do curso por causa da queda do diploma. Acredito que quem deseja ser realmente jornalista deve ter consciência de que passar por uma faculdade é primordial para um bom de desempenho na carreira", disse o estudante. Junior que está no quarto semestre de jornalismo na Unic, revela que na sua turma houve um aumento considerável de desistente. "Começamos o primeiro ano com 55 alunos, hoje temos apenas 10", conta.

A jornalista Luzimar Collares, também tem a mesma opinião do estudante, sobre a necessidade de freqüentar a sala de aula. Apesar de ter iniciado a carreira na TV Centro América, quando ainda quando era estudante, diz que a vivência acadêmica é importante para o futuro do profissional. "Tem que ter teoria sim. Sei que a prática é essencial para você saber como funciona, mas sem teoria a pessoa fica vazia", ressalta a jornalista.

Mesmo diante das incertezas que cercam a discussão sobre o diploma, muitos profissionais formados, dizem que a categoria deve continuar lutando pelo que acreditam. “As pessoas devem ouvir seus corações, suas convicções e seus sentimentos. Devem continuar investindo, porque estudar nunca fez mal a ninguém. Elas devem investir em seu potencial, se acham realmente que têm vocação para atuar na profissão e ir à luta”, incentiva Viviane Saggin, jornalista graduada pela UFMT. 

Por Amanda Aquino, estudante de jornalismo do IVE. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Queda do diploma X Qualidade do jornalismo em MT


Quando alguma empresa inicia a procura por candidatos para o preenchimento de vagas disponíveis, a mão de obra qualificada deveria ser o diferencial do profissional, correto? Se você respondeu que sim está enganado, ao menos em relação à profissão de jornalista, na visão dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

No dia 17 de junho de 2009, o STF após votação em Brasília, decidiu que o jornalista não necessariamente precisaria do diploma para trabalhar nessa área da comunicação. Segundo Gilmar Mendes, presidente do Supremo, o jornalismo trata-se de uma profissão diferenciada, que tem vinculação com o exercício amplo das liberdades de expressão e de informação. Portanto, exigir o diploma de quem exerce jornalismo é contra a Constituição Federal, que garante essas liberdades.

Mas afinal de contas, o que a necessidade do diploma impede às pessoas de se expressarem? Não existe nenhum outro canal de comunicação além da imprensa? Mídias sociais, blogs e fóruns possuem qual função? Argumentação simplista, não?

A não exigência do diploma atinge diretamente o nível de qualidade do jornalismo ao enfraquecer a categoria. Se após quatro anos de estudos, os erros cometidos por trabalhadores formados, às vezes incidem em conseqüências perigosas, como cobrar de alguém que não foi preparado para trabalhar em determinada área?

As liberdades de expressão e de informação não se restringem às funções do jornalista, o compromisso e a responsabilidade social inerentes à profissão é que são fundamentais e caracterizam o seu papel diante da sociedade.

O jornalista tem o dever de informar à sociedade, mas antes de publicar qualquer material, ele deve checar as fontes, investigar a informação e construir a notícia de acordo com a veracidade dos fatos. Todo esse processo de construção do conhecimento é adquirido na faculdade, não quando alguém possui uma informação.

Nesse cenário, analisamos os efeitos da não obrigatoriedade do diploma, na qualidade da prestação de serviço dos jornalistas em Mato Grosso. Após pesquisa nos principais veículos de comunicação, o que pode se notar é a resistência à abertura do exercício da profissão.

Todas as principais empresas de comunicação da capital, ainda dão prioridade aos profissionais formados em jornalismo. TVs, rádios, sites, revistas e jornais preferem contratar colaboradores que já possuam experiência ou qualificação em sua área. O que de certa forma, corresponde à lógica do mercado de trabalho.

A qualidade do jornalismo em Mato Grosso já é muito aquém do ideal, se as empresas contratarem pessoas que não possuam nenhum tipo de preparo, o resultado será alarmante. Segundo Daniele Cunha, jornalista da Secretaria de Comunicação de Mato Grosso, SECOM MT, essa é uma tendência natural do mercado, se por lei não existe a obrigatoriedade, as empresas devem fazer esse afunilamento exigindo que os profissionais se qualifiquem, cada vez mais. Quanto mais qualificação, melhor será o profissional e o resultado que ele dará a quem o contrata.

Por enquanto Mato Grosso não teve prejuízo com a queda do diploma, o mercado carente de profissionais competentes acaba por absorver em grande maioria os recém formados, possibilitando o crescimento da área no estado.

Mato Grosso dá um bom exemplo a todo Brasil, contratando apenas pessoas capacitadas e com diploma, o que é o mais importante. A legitimidade das faculdades não pode ser afetada, quem deseja ser jornalista deve sim cursar comunicação social. Qualificar-se. O jornalismo agradece...

Por Marco Cappelletti

Editorial: O blog da mídia; jornalismo sem grilhões


chinadilson.blogspot.com

Encontrar um local onde jornalistas possam debater temas atuais concernentes a sua profissão não é fácil. No entanto, essa é a proposta do Varal da Comunicação, que visa discutir melhorias para a classe e expor as mazelas da profissão. Aqui será um salão de exposição, onde os alunos do 4º ano de Jornalismo do Instituto Várzea-grandense de Educação (IVE) poderão postar artigos, matérias, editoriais e muito mais.

Nosso blog trará à tona discussões sobre legalidade do diploma, influência do jornalismo na sociedade e também como as empresas têm reagido perante a queda da exigência do curso superior para exercício da profissão. Ministrada pela docente Priscila Mendes, a disciplina Jornalismo Online permitirá que os acadêmicos possam se familiares com a linguagem digital e o blog será nossa ferramenta de estudo.
Sejam bem vindos. Boa leitura!
Por Ana Adélia Jácomo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Varal de Comunicação, o blog do jornalista mato-grossense

O que seria de nós estudantes e jornalistas sem a socialização da "Grande Rede"?

O acesso à internet possibilitou a democratização das opiniões e com ela a descentralização da informação. Notícias e opiniões, que antes só eram compartilhadas atráves de grupos de comunicação, puderam ser debatidas e apreendidas de angulações e pontos de vistas alternativos.

O jornalista, que antes não tinha força em suas palavras, caso não trabalhasse para um veículo de grande publicação, enfim pode ser lido, visto ou ouvido.

E com essa poderosa ferramenta, nós do 4º ano de Comunicação Social - com Habilitação em Jornalismo, da Faculdade IVE, impulsionados pela aula de jornalismo on-line, optamos por criar um blog para os jornalistas e estudantes de jornalismo de Mato Grosso.

Queremos fazer deste canal um meio, onde o debate, a troca de informações, de textos e de opiniões tenham um papel fundamental e transformador para nossa profissão.

O jornalismo sofreu um forte golpe: após a decisão judicial pela não obrigatoriedade do diploma para o seu exercício, faculdades registraram quedas drásticas no número de alunos inscritos. Pessoas sem o mínimo de preparo ingressaram na área, submissas a salários irrisórios, muito aquém do piso salarial da categoria.

E nesse processo de involução, nós, estudantes e jornalistas, temos o dever de assumir o papel de agentes reivindicadores, na luta pela legitimidade da profissão, que após o parecer do nosso querido amigo do "STF" (abraços, Gilmar Mendes!), goza de total desprestígio e descrédito perante a população.

Por isso, caros colegas, faço deste post um clamor, para que possamos, juntos, não apenas ingressarmos no jornalismo, mas que sejamos lembrados pela geração que lutou e que foi fator preponderante para melhoria da realidade de nossa profissão.

Leiam o Varal de Comunicação, ou melhor, sejam o Varal de Comunicação!

Por Marco Cappelletti

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Estudantes de comunicação escrevem mal, diz pesquisa


Foto: Google Imagens
Diz à lenda que todo jornalista - ou pelo menos aspirante a jornalista- tem um ótimo texto e conhece bem as regras gramaticais. Mas não é isso que revelou uma pesquisa realizada pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube). No estudo realizado entre janeiro e agosto deste ano, os universitários de Comunicação Social tiveram o pior desempenho na escrita do que os estudantes da área de exatas. 

No teste feito por mais de 10 mil candidatos a vagas de estágio, foi realizado um ditado de 30 palavras, que permitia até seis erros. Os estudantes de exatas obtiveram a melhor avaliação e 87,5% conseguiram passar nos testes. Na outra ponta estão os alunos de Comunicação Social: 65,3% dos universitários foram reprovados, o que significa um péssimo desempenho para estudantes desta área.

Apêndice: Que Gilmar Mendes e o prefeito de Várzea Grande, Sebastião Gonçalves, não me ouçam. A constatação da pesquisa acima é retrato fiel da falta de candidatos qualificados para o mercado de trabalho. Muitos estudantes de jornalismo ficam encantados com a possibilidade de aparecer nas telinhas e esquecem de investir nas principais ferramentas de trabalho: Leitura e Escrita. Alguns não têm noção do que acontece no dia-a-dia das redações e da responsabilidade de ser “o porta voz da sociedade”. Para muitos, basta criar um blog e escrever palavras robustas – e pronto: Sou JORNALISTA.

O que quero dizer é que as pessoas confundem liberdade de expressão, um direito de cada pessoa, com liberdade de imprensa, que inclui a profissão de jornalista como atividade profissional, como função pública. O jornalista tem o dever de interpretar a realidade social e contribuir para que cidadãos tenham acesso ao mundo que os cerca. Informações que devem ser repassadas com qualidade, ética, responsabilidade e é claro, respeito a nossa língua de origem. 

Por Amanda Aquino.