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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Manifestações em prol do diploma.




 
foto imagens google

 Assim que o STF decidiu por 8 votos a 1, que diploma de jornalismo não seria obrigatório para o exercício da profissão, começou na categoria uma árdua luta para reverter essa decisão, estudantes, profissionais, sindicatos e ate mesmo a sociedade se uniram nessa “batalha”, que já passa de 2 anos. As manifestações ocorreram e ainda ocorrem em várias partes do Brasil a fim de pressionar o Supremo Tribunal Federal a voltar atrás de sua decisão, que segundo o relator da emenda  Gilmar Mendes, o diploma fere a liberdade de expressão.  
Há duas semanas Sindicatos e a Federação Nacional dos Jornalista (Fenaj) estiveram reunidos em Brasília com  parlamentares da câmara dos deputados e reinstalaram a Frente parlamentar mista, que será uma forte aliada na luta para que a obrigatoriedade do diploma de jornalismo seja votada. 
Estavao presentes três deputados federais, e segundo a Fenaj, outros 204 deputados também é a favor da obrigatoriedade do diploma.
Vários temas foram discutidos, entre eles a visão ofuscada que os donos de meios de comunicação tem em ser contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, também foi cobrado que sindicatos da categoria e a federação, possam ter mais diálogos com parlamentares que estão do lado da categoria, e juntos possam convencer outros parlamentares.
Segundo o presidente da Fenaj Celso Schroder, a frente volta a se reunir na próxima quarta feira 19, para definir a presidência e quais serão as propostas de trabalho que irão desempenhar.
Nesta semana deputados petistas também defenderam a exigência do diploma, de acordo com o Deputado Federal Paulo Pimenta PT-RS, a frente é uma ferramenta importante a fim de que os debates saiam do congresso e de forma democrática atinja a sociedade num todo, que para ele é a maior prejudicada.

Por Alciclei Santos

Diploma de Jornalismo história dos comunicadores

“Nossas redações de jornais estão sendo ocupados por pessoas muito acomodadas, na minha época você tinha de correr atrás da noticia, tinha ela na veia arterial. Além disso os nossos editores cobravam muito, nós produzíamos, realizava a reportagem e escrevia o texto, hoje não”, e o que diz o jornalista Nélson Severino, que parou de exercer a profissão no ano passado depois de 52 anos de carreira.

Ele ainda acrescenta que a falta de diploma está desmotivando os futuros jornalistas . “Hoje a internet facilitou muito a vida dos jornalistas e com isso tudo mundo pode escrever sem buscar informação precisa, sem ir até o acidente para conferir de perto o que realmente aconteceu”.

No dia 17 de julho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF), derruba a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.

Segundo dados da Federação Nacional de Jornalismo (FENAJ), o primeiro passo para o jornalismo torna-se uma profissão e regulamenta-se foi o Congresso de Jornalista em 1918. Após isso a profissão teve sua primeira regulamentação em 1938, que na época Getúlio Vargas era presidente da República. Outro marco importante da história da busca da regulamentação e principalmente pelo diploma, foi a fundação da primeira Faculdade Cásper Líbero, em 1947.

Depois de quase 50 anos de luta, no período da ditadura militar, o governo federal aprovou o decreto de lei, em 69, que exigia a necessidade da formação superior.

A luta pela defesa do diploma de jornalismo ainda não acabou e muitas mobilizações estão sendo feitas para que a regulamentação da profissão volte.

“Ainda que as habilidades necessárias para o exercício do jornalismo não sejam exclusivamente aprendidas na faculdade, exigir o diploma é mostrar o caminho correto para quem deseja seguir qualquer profissão. A consciência da responsabilidade no exercício de uma função, seja ela qual for, se demonstra em primeira instância na busca por aprendizado”, acrescenta o velho guerreiro do jornalismo.

O recém-formado em jornalismo Milenon Busiquia, cita que “ Eu sou recém-formado e já saí da faculdade nessa realidade de não obrigatoriedade do diploma para exercer a função de jornalista. mas isso não mudou a minha concepção de que a formação acadêmica é essencial para o profissional. Além disso, há o fato de que as empresas de comunicação mais sérias, com mais credibilidade, preferem um profissional completo, que tenha um conhecimento de cadeira universitária, cita o jornalista.

Ele ainda argumenta, “Além da experiência ter o diploma é um diferencial dos outros profissionais não formados que é levado em consideração, há sempre a possibilidade disso mudar e a obrigatoriedade voltar a valer”.

Todos os jornalista e principalmente os estudantes da área aguardam o desfecho da PEC do diploma que está em tramitação em Brasília para voltar a exigência da formação profissional da categoria.

Por Lucione nazareth

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fenaj convoca jornalistas e estudantes em defesa do diploma

A Federação Nacional dos Jornalistas convoca a categoria e estudantes de jornalismo de todo o país para uma mobilização no Congresso Nacional, em Brasília, para pressão direta sobre os parlamentares pela aprovação das PECs do diploma, no dia 6 de outubro.

Já foram obtidas as 198 assinaturas necessárias para criar a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Diploma de Jornalismo no Congresso. O próximo passo agora é instaurar a frente, o que deve ocorrer no início de outubro.

Autor da PEC do diploma de jornalismo, o deputado Paulo Pimenta (PT/RS) já protocolou solicitação da votação da PEC no sentido à Mesa Diretora da Câmara. Ele também participou de audiência da direção da FENAJ com o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT/RS), no final de agosto e quer reforçar o movimento pela aprovação da matéria com a assinatura do maior número possível de parlamentares ao requerimento.

Paralelamente, a FENAJ e a Coordenação da Campanha preparam um “placar” com a tendência de voto de cada deputado, para divulgação na página da entidade, à semelhança do que foi produzido com a tendência de votos à PEC 33/09, que tramita no Senado. “E é fundamental que nossos apoiadores continuem incentivando a adesão de todos cidadãos ao abaixo assinado virtual que pede a imediata votação das PECs”, destaca Valci Zuculoto, diretora da Federação Nacional dos Jornalistas.

Mais informações no link: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=3421

Por Lucione Nazareth